Friday, April 18, 2008

Feedback


Um grande amigo meu pediu-me para ‘analisar’ as novas músicas da sua banda.
Estão a ultimar as canções para começarem a gravar um novo EP e queria uma opinião fora da banda.
Enquanto ouvia a demo o meu amigo confessou que tinha lido a minha crítica ao cd de Disfear e que tinha ficado muito curioso.
Sabendo que os gostos deles se situam mais no metal-core notifiquei-o logo que não era nada parecido com os sons que costuma ouvir.
No seguimento da conversa perguntou-me porque não fazia crítica a este estilo ao que respondi que como não aprecio (salvo raras excepções), a minha revisão podia ser tendenciosa.
Existem tantas bandas que gosto que dificilmente vou perder tempo a analisar algo que me é indiferente.
Sugeriu então que disponibilizasse um endereço de e-mail para quem quiser enviar as suas críticas, comentários ou opiniões e, posteriormente, colocar essas críticas disponíveis no blog.
Decidi então experimentar para ver o feedback...
Aproveito e disponibilizo o meu endereço do myspace.


http://www.myspace.com/pacientemental

paciente.mental@hotmail.com

Sugiro então que enviem mails á vontade, opiniões, criticas, sugestões, endereços do myspace… desabafem!

Cannibalismo

Na continuação do entusiasmo desencadeado pela descoberta dos Deranged, fui invadido por uma saudade de ouvir (d)o bom Brutal Death Metal.
E quem melhor para essa tarefa que a banda que me deu a conhecer este estilo?
Cannibal Corpse!
Tudo começou com álbum “Tomb Of The Mutilated”.
Como afirmei anteriormente não foi uma introdução pacífica. Não foi um álbum de fácil digestão, mas é inequívoco que desde a primeira audição que me despertou uma certa curiosidade.
Só ao fim de algumas de audições começou a fazer sentido.
Depois de passarmos a barreira do preconceito, o que está do outro lado é arte. Arte na sua forma mais honesta e primitiva.
Deixando de lado a voz (já lá vamos), a qualidade dos seus elementos é inegável – Alex Webster é um mestre na arte do baixo –, as estruturas das canções, as brutais mudanças de ritmo, a velocidade com que é executada só está ao nível dos melhores.
Falando agora da voz, Chris Barnes continua com a sua voz gutural, aplicando-a ao melhor nível. Este senhor é dono de um rugido que fez história no metal. Espantoso!

Estava precisamente a por a posto os meus álbuns de Cannibal quando me lembrei de uma pergunta que nunca cheguei a responder: quem é o melhor vocalista para os Cannibal Corpse, George Fisher ou Chris Barnes?



Ouvindo os álbum da fase Chris Barnes encontramos uma banda na sua fase mais primitiva que, por mérito próprio, conseguiu construir um culto á sua volta.
Uma banda que se fechava na sala de ensaios com o objectivo de se tornar na mais brutal do planeta.
Praticamente sem ninguém por quem copiar, conseguiram a proeza de criar um estilo dentro de outro estilo – Brutal Death Metal.
Misturaram influências de Possessed, Hellhamer, Death, Venom e tantos outros e, aproveitando esses ensinamentos, adicionaram-lhe velocidade, letras mórbidas e uma voz incrivelmente gutural, criando um som único… o som Cannibal Corpse.
Quando George Fisher substitui Chris Barnes, entra numa banda já consagrada. O carisma de Barnes, e o sucesso do The Bleeding anteviam uma vida difícil para o novo vocalista.
Lembro-me perfeitamente de ouvir o “Devour By Vermin” quando o “Vile” foi editado. A música foi completamente rejeitada pelo meu inconsciente! Não dei qualquer hipótese nem ao álbum nem aos novos Cannibal Corpse.
Uns anos mais tarde li algures que o produtor Colin Richardson ia produzir o novo trabalho da banda.
Sendo um grande fã deste fenomenal produtor, não resisti a ouvir o recém-editado “Bloodthirst”.
A minha opinião sobre o George Fisher mudou radicalmente. Ou melhor, ao escutar o álbum sem preconceito pude comprovar as inegáveis qualidades deste vocalista. Disfrutei do som no seu todo, sem pensar em quem canta melhor ou qual o melhor álbum. Simplesmente peguei no livreto e acompanhei as músicas.
Quando chegou ao fim estava rendido.
Nunca chegaremos a saber como soariam os Cannibal Corpse se Chris Barnes não tivesse saído, mas vendo a direcção que tomou com os Six Feet Under talvez tenha sido uma mudança necessária. Não me interpretem mal, gosto bastante de SFU, apenas praticam um estilo diferente de Death Metal.
Uma nota especial para o álbum “The Wretched Spawn”, para mim, o auge da fase Fisher. Um álbum espantoso, a ombrear com o clássico “The Bleeding”.
Concluindo, George Fisher é um extraordinário vocalista e um talentoso frontman que permitiu que os Cannibal crescessem e se tornassem na banda que são hoje.
Mais importante do que saber é melhor que quem é dar o devido valor ao actual vocalista, e esse chama-se George “Corpsegrinder” Fish, e tem carregado a pesada bandeira dos Cannibal Corpse desde 1996.
Mas não queria deixar de elogiar também Barnes. Construindo uma banda á sua imagem, permitiu que tivesse a liberdade para experimentar outras variações dos seus grunhos e gritos sem a pressão de estar numa banda como Cannibal Corpse!
Continua a fazer excelente música, mais lenta mas repleta de groove e a sua voz continua a ser assombrosamente poderosa.


Sendo assim, e para finalizar, Chris Barnes e George Fish, obrigado pela música e pela dedicação ao Metal.

Saturday, April 12, 2008

Live The Strom


Quando li a notícia que Lindberg iria dar o seu ruidoso contributo numa nova banda não fiquei nada surpreendido, mas sim ansioso.
Sigo sempre com expectativa o trabalho deste genial vocalista.
Disfear era o nome da banda.
Quando foi editado em 2003, “Misanthropic Generation” cedo ganhou um lugar na minha colecção de cds. “Powerlord”, “Arrogante Breed”, “Rat Race” são apenas algumas das pérolas incluídas no álbum.
Foi um abanão na monótona cena metaleira.
Quando soube que Uffe Cederlund tinha saído dos Entombed tornando-se no segundo guitarrista dos Disfear, as minhas expectativas em relação ao novo álbum dos suecos aumentaram exponencialmente!
Posso agora, e enquanto ouço o álbum como que testemunha, afirmar que por maiores que fossem, as minhas expectativas foram completamente superadas.
“Live The Storm” é um álbum extraordinário.
Disfear presenteiam-nos com uma álbum descomprometido, sem perder um toque primitivo e o som cru do seu antecessor.
A produção a cargo de Kurt Ballou (dos Converge) deve aqui ser elogiada. Conseguiu que cada instrumento tivesse o seu espaço, permanecendo com uma nitidez incrível.
Um destaque especial para a maravilhosa distorção das guitarras.
A miscelânea de influências (desde os Discharged até Motorhead) misturadas no seu Crustrock permite aos Disfear terem um som original e refrescante.
Ao ouvirmos o álbum, é quase palpável a entrega de todos os elementos, atingindo níveis de entrosamento e dedicação louváveis.
Musicas como “Get It Off”, “The Furnace”, The Cage” invadem a nossa garganta, contaminando-nos com um sentimento Sing Along.
“Live The Storm” chega ao fim num fechar de olhos. Deixa-nos um travo amargo, que só melhora quando carregamos no play novamente.
Concluindo; objectivo principal, o de criar grandes malhas, foi atingido... plenamente!
Magnífico álbum para servir de banda sonora a umas noitadas bem regadas, rodeados de amigos e de saudável nostalgia!

Cantinho Nacional - MEN EATER





Quando decidi retomar o espaço "Cantinho Nacional", não poderia deixar de falar de uma das banda portuguesas que mais me surpreendeu - os MEN EATER.





Criados numa dieta á base de Neurosis, Isis e afins, os Men Eater conseguiram no álbum "HellStone" consideráveis níveis de brilhantismo.
Para alem da obvia qualidade dos seus elementos (com provas dadas em bandas como For The Glory, Blacksunrise, Riding Panico e Mushin), a atitude e vocalizações Stoner dão um toque de personalidade a este trabalho.
Longe do crust de “For A Life Massacre” a banda mostra que está a atingir a sonoridade desejada, e isso reflecte-se na qualidade das canções (escutem a fabulosa “Lisboa”).



Um dos melhores álbuns de 2007, nacional e internacional!



http://www.myspace.com/meneaterdoom

Thursday, April 10, 2008

The Crown





Decorria o ano de 1990 quando 5 jovens de Trollhättan, Suécia – Johan Lindstrand, Marko Tervonen, Magnus Olsfelt, Janne Saarenpaa e Robert Osterberg – formaram uma banda de nome Crown Of Thorns.
O ‘baptismo’ em disco deu-se em 1992 quando gravaram a faixa “Last Rite” para uma compilação local.
Um ano mais tarde editaram a primeira demo “Forever Heaven Gone”, onde se destacava um som bastante obscuro e poderoso.
A comunidade underground acolheu esta demo com bastante interesse.
O guitarrista Robert Osterberg decide sair da banda antes mesmo de gravar a segunda demo, “Forget The Light”, entrando para o seu lugar Marcus Sunesson.
A entrada de Marcus permitiu que a banda evoluísse bastante, não só como músicos mas também como compositores.
Em 1995 editam pelo recém-criado selo ‘Black Sun Records’ o álbum “The Burning”, contendo músicas de ambas as demos, acompanhadas de novos temas.
Para alem da edição do álbum gravam também a faixa “Mandatory Suicide” para um tributo a Slayer denominado “Slaytanic Slaughter”.
Em 1996 editam “Eternal Death”. Um album negro que mostra bem a evolução da banda, cheio de melodias, aranjos góticos, solos, grandes riffs, letras maléficas e uma voz absolutamente incrível.
Em 1997, devido a problemas jurídicos impostos por uma banda americana com o mesmo nome, são forçados a encurtar a sua designação para The Crown. Já com este nome, gravam a faixa “Arise” para um álbum de tributo a Sepultura, “Sepultural Feast”.
Em 1998 assinam pela Metal Blade e editam, um ano mais tarde, “Hell Is Here”.
Novamente um excelente álbum, mais cru, deixando um pouco da melodia e arranjos que caracterizaram o “Eternal Idol”, mas substituindo estes elementos por pitadas de groove com sotaque rockeiro adicionando ao seu Death Metal uma identidade muito própria.
Em 1999 gravam “Deathrace King”… na minha humilde opinião um dos melhores, mais fabulosos, mais viciantes álbuns de todos os tempos.
Talvez influenciados pelos seus contemporâneos Entombed, juntaram o melhor do Rock n’ Roll de uns Motorhead com o melhor do Thrash de bandas como Slayer e Metallica embalados numa roupagem Death Metal, produzindo um som contagiante vulgarmente denominado por Death n’ Roll.
As melhores faixas são: “Death Explosion”, “Executioner: Slayer Of The Light”, “Back From The Grave”, Devil Gate Ride”, “Vengeance”, “Rebel Angel”, “I Won't Follow”, “Blitzkrieg Witchcraft”, “Dead Manґs Song”, “Total Satan” e “Killing Star “, resumindo, todas as músicas!
Definitivamente um dos álbuns da minha vida.
Em 2001, Johan Lindstrand decide deixar a banda após 11 anos. Tomas Lindberg, o carimático vocalista sueco, é o seu substituto.
Em 2002 editam “Crowned In Terror”, um álbum com uma orientação mais Death Metal que o anterior, mas igualmente recheado de grandes riffs e de excelentes ideias. Lindberg continua com a sua voz gritante que sempre o caracterizou.

Foi precisamente em 2002 que ouvi os The Crown pela primeira vez.
Sou um admirador do Lindberg, um dos mais geniais vocalistas de todos os tempos. Afinal este senhor, para alem de ter gravado espantosos álbuns com os seminais At The Gates, ainda ‘gritou’ em bandas como Grotesque, Skitsystem, Nightrage, The Great Deceiver e Disfear.
Quando soube que tinha gravado com uma banda sueca chamada The Crown, apressei-me a comprar o álbum. Escusado será dizer que adorei.
Sublime pormenor, na música “The Speed Of Darkness”, a inclusão de uma visita ao tema do genérico da série de culto dos anos 80 “Justiceiro”.
Um dia, por puro acaso, comprei o “Hell Is Here”, principalmente porque andava curioso para saber como a banda suava antes do Lindberg.
Fiquei boquiaberto não só com agressividade e qualidade das músicas mas principalmente com poder vocal do Johan Lindstrand.
O “Deathrace King” veio por arrasto, mas cedo dominou a minha aparelhagem. Desde o início de “Death Explosion” até ao riff em crescendo de “Killing Star”… – arrepio – Divinal!
Existem momentos na vida em que, por um puro acaso, pelas estrelas se alinharem, sei lá mais porque, somos brindados com momentos de grande inspiração. Este é um desses momentos. Uma ode ao mosh-pit.

Ainda em 2002 Lindberg decide sair da banda para se dedicar aos seus The Great Deceiver e é substituído por… Johan Lindstrand.
Em 2003 editam “Possessed 13” e não é necessário pensar muito para encontrar adjectivos para o definir: fenomenal e genial (como sempre).
Um auto-tributo, fazendo um apanhado do melhor que fizeram durante 13 anos, um álbum maduro, com um espírito old-school mas rockeiro q.b., cheio de poderosos riffs e, principalmente, de canções viciantes.
Sem querer destacar nenhuma musica ouçam só poder do Johan no final da “Deep Hit Of Death”.
Uma edição limitada adicionava ainda um cd bónus contendo as duas demos “Forever Heaven Gone” e “Forget The Light”, uma música de 1992 denominada “Last Rite”, a cover dos Bathory “Burnin’ Leather” e uma versão demo da música “Rebel Angel”
Em 2004 decidem por um ponto final na carreira. Problemas com a indústria musical foi o principal motivo indicado para a dissolução da banda.
Mas não deixam os fãs de mãos a abanar e alguns meses depois decidem regravar “Crowned In Terror”, desta vez com Johan no seu lugar de sempre.
O álbum é editado sob o nome “Crowned Unholy”.
Os 2 anos de intervalo entre as edições serviram para os The Crown terem o tempo e o distanciamento necessário para ‘digerir’ as canções. Com os erros corrigidos, os melhoramentos introduzidos e a produção retocada “Crowned Unholy” torna-se ainda mais devastador que o seu ‘gémeo’ (comparem só a “Under The Whip”).
Como bónus incluem um DVD intitulado “The Crown Invades Karlsruhe” documentando a sua tour de despedida.
Sendo um fã incondicional do Lindberg nunca pensei um dia vir a dizer isto mas, apesar do bom trabalho de Lindberg, Johan Lindstrand é a voz dos The Crown – insubstituível.
Para dar um ‘enterro’ digno á banda, em 2005 brindam os fãs com a edição de um DVD triplo denominado “14 Years Of No Tomorrow”, sendo que um dos discos inclui um resumo á sua carreira desde os tempos de Crown Of Thorns até ao final, e os outros dois discos contendo concertos da banda ao longo dos anos.
Apesar da qualidade desta edição, tenho que dizer que foi a única vez que os The Crown me desiludiram.
Esperava ver a própria banda a relatar a história, partilhar momentos e detalhes, entrevistas… não uma história narrada através de frases coladas no ecrã.
Quantos aos concertos, nada a dizer, embora também gostasse de ver imagens da banda na estrada, no estilo do home-video dos Pantera e mais imagens do Lindberg a cantar também não seriam mal recebidas.
Mas penso que uma banda desta qualidade podia ter apresentado um produto muito melhor.


De banda de garagem, com a edição de duas demos, aperfeiçoadas em “The Burning”, passando pela vertente gótica trabalhada de “Eternal Idol”, a evolução para um som mais cru com “Hell Is Here”, atingindo o auge em “Deathrace King”, sobrevivendo a crises em “Crowned in Terror”, voltando ao trono com “Possessed 13” e terminando com o devastador “Crowned Unholy” um banda sublime que, ao longo dos anos e como a musica “Bow To None” afirma, nunca se vergou perante ninguém!


Talvez o seu valor nunca venha a ser verdadeiramente reconhecido mas, pelo menos para mim e neste blog, serão sempre os maiores!


Hail THE CROWN!


"Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
o mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho."
Engénio de Andrade


Wednesday, April 9, 2008

Obscenities In B-Flat


Apenas um barulho caótico sem nexo.
A voz, os instrumentos… uma mistura sem sentido.
Até que, depois da surpresa inicial, os meus sentidos começaram a pegar nas peças deste ‘puzzle’ e dar-lhe um sentido. Estava apresentado ao Death Metal por intermédio dos Cannibal Corpse.
A morbidez das letras que detalham cenários de violência e morte, as vozes guturais (predominantemente num tom grave mas com algumas variações para grunhidos agudos), a bateria incessante com lampejos jazzisticos e a velocidade trabalhada das guitarras com uma distorção profunda caracterizam este estilo.
Com o aumento da curiosidade descobri outras bandas como Morbid Angel, Death, Vader, Obituary, Dismember, Hypocrisy, Entombed antigo…
Mas, actualmente, tenho que confessar que raramente sou surpreendido neste estilo de música. Lembro-me das emoções que sentia ao ouvir os primeiros acordes de “Damnation”, as guitarras arrastadas em “Slowly We Rot”, o fabuloso “Leprosy”...

Continuam a existir (e a aparecer) grandes bandas de Death Metal mas, tirando os ícones, pouquíssimas bandas acrescentam algo de novo ao estilo (The Crown é um exemplo de uma banda que, dentro do Death Metal, criou um som muito próprio).
Poucos álbuns me têm surpreendido verdadeiramente (gostei muito do “Annihilation Of The Wicked” dos Nile, do excelente “Wretched Spawn” dos Cannibal Corpse e do “The Arrival” dos Hypocrisy).
Foi talvez por isso que quando um grande amigo me emprestou uns cds, um dos últimos álbuns a ter direito a uma passagem na minha aparelhagem foi precisamente o de uma banda de Death Metal de nome Deranged.
Por não esperar nada de novo, apenas mais do mesmo, deixei este som ‘encostado’.
Mas quando “Obscenities In B-Flat “ começou a rodar e os primeiros riffs de "Long Live The New Flesh" ecoaram nos meus ouvidos exclamei, e desculpem a linguagem, ‘FODASSE’!

Que grande álbum!
Talvez por estar a ouvir tanto posso estar a fazer uma crítica tendenciosa, mas é que é mesmo Brutal!
O que mais me surpreendeu foi o trabalho desenvolvido na construção das canções. Muito bem estruturadas, maioritariamente a meio-tempo, com muitas variações nos ritmos e com uma grande preocupação em manter o groove.
Para minha surpresa verifiquei que esta banda já existe á 17 anos, com vários trabalhos editados. Como é que me passou despercebida é algo que intriga mas, como diz o ditado, mais vale tarde que nunca.
Dá vontade de dizer "Welcome To My World".
Muita gente pode dizer que apesar de tudo não trazem nada de novo, mas para mim deixa-me os pêlos arrepiados, e é disso mesmo que os grandes álbuns são feitos – de Arrepios e Emoções!

Saturday, April 5, 2008

Corredor


É incrivel como a vida passa a correr.
Será que as horas têm menos minutos? Ou os segundos passam mais depressa?
Mal abrimos os olhos, ainda dormente e 'anestesiados', já vamos ligando o modo 'fast-forward'.
E depois a rotina... correr para o trabalho, correr para casa, dormir a correr...
Talvez tenha sido nesta linha de pensamento que o Grind surgiu!


Antes de iniciar este texto estava a escolher um som no meu walkman para ouvir enquanto escrevia e reparei que tinha muitos álbuns de grind.
Inconscientemente tenho andado a devorar todas aquelas bandas caracterizadas pelos blastbeats, vozes guturais, texturas complexas, musicas rápidas. Bandas como Napalm Death, Brutal Truth, Nasum, Pig Destroyer, Rotten Sound, Carcass...
As musicas, condensadas em poucos minutos (segundos?), sucedem-se. Os monstruosos riffs parece terem vida própria, a bateria perturbadoramente rápida, as vozes sublinham o caos... e no fim o silêncio.
Com a mente ainda trémula da experiência, é altura de voltarmos á nossa correria, mas desta vez com um sorriso nos lábios!


"the silence is deafening"

Curioso.
Quando iniciei este texto ia fazer a crítica de um álbum que gostei muito, ‘The Illusion Of Motion’ dos YOB.
Um Doom imenso, vozes arrastadas, canções épicas...lentas... exactamente o contrário do grind.