Tuesday, April 3, 2007

Blackening

Aproximava-se o final do ano, estava uma dia escuro e chuvoso e, como o tempo também não dava para grandes invenções, estava em casa mais um grande amigo meu desfolhando uma revista de musica, sedentos por novidades.
Na aparelhagem “Far Beyond Driven” servia de Banda Sonora á nossa leitura.
Decorria o ano de 94.
Numa das páginas da revista estava um Top 10 com os melhores álbuns do ano (“Far Beyond Driven” estava em primeiro!).
Eu e o meu amigo decidimos escolher dois cd's ao acaso dessa lista, juntamos todos os trocos que tínhamos e fomos ás compras.
Eu comprei um álbum de uma banda chamada Sencer (acabei por vender este cd alguns anos mais tarde para comprar Skinlab, banda que Robb elogiava muito e tornou-se também uma das minhas bandas favoritas – e parece que se vão reunir!!!!) , e o meu amigo um álbum de uns tais Machine Head. Um álbum chamado “Burn My Eyes”.
Corremos para casa para prendar os nossos ouvidos com sons novos (ainda hoje sinto uma necessidade incontrolável de conhecer novas bandas).
Mas, para ser sincero, esperava mais desses Machine Head, que eram descritos como ‘...novos Pantera ou até mesmo os novos Metallica.’.
Anos depois lançavam “...The More Things Change.” E ás más críticas começaram, assim como a minha paixão por esta banda. Ouvir “Take My Scars”, a brutal “The Frontlines”, o grito de Robb em “Spine” deixaram-me espantado.
Peguei então numa cópia de “Burn My Eyes” e resolvi dar-lhe uma segunda oportunidade.
‘Devastador’ é á palavra que melhor serve para descrever o meu sentimento quando o a cassete chegou ao fim.
No ano de 1999, depois de uma controversa mudança de guitarrista, lançam o polémico “The Burning Red”, e enquanto todos os meus amigos ouviam uns então desconhecidos Slipknot, eu literalmente não conseguia parar de ouvir este álbum. Com “Supercharger” mais um álbum polémico, mas para mim mais uma colecção de grandes malhas.

Toda a polémica em redor do "The Burning Red" e "Supercharger" se deve á aproximação ao Nu-Metal, mas uma audição despida de preconceitos mostra que estes albuns são... diferentes mas, na minha humilde opinião, muito bons!
Entre mais uma mudança de guitarrista (desta vez Phil Demmel substitui Arhue Luster) lançam “Hellalive” mostrando que, se nos álbuns eram poderoso, ao vivo eram fenomenais, como se pode comprovar no DVD “Elegies”
A 20 de Abril de 2004 lançam “Through The Ashes Of The Empire” que não vou comentar pois penso que o meu vocabulário não contêm adjectivos suficientes para definir este álbum. Talvez ...‘Obra Prima’!
A entrada de Phil foi fundamental para este ‘renascer’. É um boss na guitarra este senhor!
Chegamos então ao presente, e o novíssimo álbum “The Blackening” invade-me os ouvidos enquanto escrevo estas linhas.
Muitos vão dizer que é o álbum do ano, outros tantos que não vale nada, mas eu defino como inovador e desafiante, poderoso e inteligente. Os riffs, o groove... MUITO MUITO BOM!
A paixão que entregam a cada nota torna os Machine Head em algo mais que uma simples banda. Torna-os numa lenda viva.

No comments: